Teresinense de coração: engenheiro beneficia população com projetos de energia solar

Marcos Lira desenvolve sistemas de energia solar contemplando os mais carentes.

16/08/2022 10:17h - Atualizado em 16/08/2022 10:30h

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Os talentos de Teresina não se resumem apenas às pessoas que nasceram na cidade, mas incluem também aqueles que elegeram a capital piauiense como seu lar e que trabalham em prol da população que aqui vive. É o caso do Doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente, o engenheiro eletricista Marcos Lira. Natural de Miguel Alves, município localizado a 118 km da Capital, o professor mudou-se para Teresina com os pais e os três irmãos no final da década de 1970, com apenas 22 dias de vida. De lá pra cá, a sua paixão pela cidade só aumentou, e o reflexo disso são os projetos desenvolvidos por ele, que já lhe renderam, inclusive, prêmios nacionais.


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Foto: Assis Fernandes/O Dia

Foi no Sol, um dos maiores símbolos da cidade, que Marcos Lira viu uma chance de mudar a vida da população, por meio de trabalhos baseados na energia solar. Não à toa, o primeiro projeto lançado pelo pesquisador buscou premiar uma instituição social de Teresina selecionada por meio de votação popular. O ganhador, o abrigo São Lucas, localizado no bairro Vale Quem Tem, na zona Leste da Capital, foi premiado com um sistema de energia solar que diminuiu os gastos da instituição com energia elétrica em cerca de R$ 600 por mês.

“Esse foi um projeto muito bacana que era exatamente escolher uma instituição que trabalhasse o aspecto social. Nós fizemos uma série de campanhas para arrecadar dinheiro para montar um sistema de energia solar nessa instituição. O abrigo São Lucas tem vários gastos com fralda geriátrica, medicamentos para os idosos e alimentação. Então, você chegar lá e colocar um sistema de energia solar que vai fazer com que o abrigo economize por mês entre R$ 500 e R$ 700, já é uma quantia que pode ser utilizada para outras finalidades”, explica o professor, acrescentando que o sistema instalado na instituição continua em pleno funcionamento até hoje.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

O último prêmio conquistado, no eixo setorial Meio Ambiente do Prêmio Espírito Público, foi recebido em 2021. Na ocasião, Marcos Lira foi o primeiro piauiense a ter o trabalho reconhecido pela premiação, que é voltada para profissionais do serviço público do Brasil. A condecoração foi recebida graças ao desenvolvimento de projetos voltados para a melhoria da condição de vida da população. Entre eles: um projeto piloto que levava um sistema de energia solar para uma parada de ônibus dentro da Universidade Federal do Piauí; e outro voltado para o bombeamento de água por meio da energia solar no semiárido piauiense. Nesse último, também premiado pela ONU em 2019, foram contempladas 22 famílias que não possuíam acesso à energia elétrica.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Temos também o projeto Escolas Solares, em que nós instalamos um sistema de energia solar em uma escola rural de Oeiras, a primeira escola rural do Brasil a ter um sistema de energia solar. Com esse projeto, além de reduzir a conta de energia daquela escola, para que eles tenham uma redução de aproximadamente R$ 1 mil por mês, a gente trabalha outros temas, como o uso racional de energia, eficiência energética, o aproveitamento da água da chuva, o reuso da água do bebedouro E as hortas orgânicas. É todo um conceito voltado para a questão da educação ambiental”, destaca.

O professor destaca o potencial da capital piauiense para a produção de energia solar, o que faz com que Teresina ocupe o segundo lugar no ranking nacional dos municípios com maior número de instalação desses sistemas, perdendo apenas para Cuiabá, no estado do Mato Grosso. Para ele, a cidade tem potencial de ir ainda mais longe.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Nós temos um dos maiores índices de radiação solar do planeta, e isso favorece muito a instalação e a difusão do uso da energia solar, seja por um aspecto econômico, porque a gente reduz a conta de energia, mas ao ver o aspecto mais importante é o aspecto ambiental, porque, no momento em que a gente faz uma opção por uma energia renovável, a gente está adiando a construção de uma nova hidrelétrica ou uma nova termelétrica, contribuindo também para a redução da emissão de gases do efeito estufa”, finaliza.

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