Frango Potiguar: presos podem responder por cárcere privado, ocultação de cadáver e fraude

Os três presos estão no DHPP, onde prestam depoimento. Indícios mostram qual a participação de cada um no crime

08/02/2022 11:40h - Atualizado em 08/02/2022 12:31h

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Após prender os suspeitos de assassinar os adolescentes Luian Ribeiro de Oliveira (16) e Anael Natan Colin Souza da Silva (17), na manhã desta terça-feira (08), o diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Baretta, contou que os presos poderão responder pelo crime de duplo homicídio com as qualificadoras de cárcere privado, ocultação de cadáver e fraude processual.

Nas primeiras horas de hoje, a Polícia Civil do Piauí, por meio do DHPP, deu cumprimento a três mandados de prisão e busca e apreensão, que resultou na prisão do servidor público, Francisco das Chagas Sousa, do seu filho, o advogado, Guilherme de Carvalho, e do empresário João Paulo Carvalho, dono do Frango Potiguar. 

João Paulo de Carvalho Gonçalves Rodrigues (Foto: Tony Silva, da ODIA TV)

“A Artigo 29, do Código Brasileiro é claro, que fala sobre quem concorre para a prática do crime. Temos o crime de duplo homicídio com as qualificadoras de cárcere privado, ocultação de cadáver e fraude processual. Os indícios mostram a participação de cada um no crime. Ao final do inquérito, o delegado vai individualizar cada uma dessas pessoas na prática do crime”, conta Baretta.

O delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, comentou que, logo após a prisão de João Paulo Carvalho, os suspeitos combinaram uma versão para a história, de forma a obstruir as investigações da Polícia. Em um depoimento que durou 9h, João Paulo teria apontado o tio e o sobrinho como os autores do crime.

Durante a prisão de hoje, o advogado de defesa da família, Lúcio Tadeu, confessou que o tio de João Paulo, Francisco das Chagas, não tem participação no crime, e que ele teria assumido o crime para livrar o filho (Guilherme) e o sobrinho (João Paulo) dos assassinatos. O servidor público tinha confessado ser o autor do crime, desde o momento da imobilização dos adolescentes até a prática dos homicídios.

Keiko também já havia adiantado que, no dia do crime, outras pessoas estavam na residência no momento em que os jovens foram amarrados e colocados dentro de um veículo, e que elas também seriam ouvidas. Dentre as pessoas, estava o cunhado de João Paulo, Amauri Mendes Freitas.

O rapaz procurou o DHPP e confessou que os verdadeiros responsáveis pelas execuções de Anael e Luian foram João Paulo e Guilherme. 

Entenda o caso

Luian Ribeiro de Oliveira e Anael Natan Collins desapareceram após saírem para festas na madrugada do dia 13 de novembro de 2021 em Teresina. Nas redes sociais, a família pedia ajuda para encontrá-los. Os jovens foram vistos pela última vez em um sítio, na zona Leste da capital.

Conforme o relato da mãe de um dos jovens, eles eram bem próximos e sempre saiam juntos. Ainda na noite de sábado, a motocicleta que os adolescentes utilizavam foi encontrada próximo ao sítio onde ocorreu uma festa da qual eles participaram. 

Após realizarem os interrogatórios e ouvirem as testemunhas, a polícia obteve a informação de que homens foram vistos em um veículo discutindo com Luian e Anael antes do desaparecimento. Os corpos foram encontrados no dia 15 de novembro de 2021, no Povoado Anajás, e a suspeita era que as mortes tinham sido motivadas por briga de trânsito.

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Por: Com informações de Tony Silva, da ODIA TV

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