Setut volta a falar em colapso e pede presença de Dr. Pessoa nas decisões

Os valores devidos pela Prefeitura e o atual déficit do sistema são apresentados como empecilho para que os ônibus continuem rodando

18/09/2022 15:09h - Atualizado em 18/09/2022 15:25h

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O sistema de transporte público de Teresina está mais uma vez próximo de colapsar, segundo o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT). Valor da passagem congelada desde 2020, falta de repasses por parte da Prefeitura e a ausência do prefeito da capital, Dr. Pessoa, na tomada de decisões, são os motivos apontados pelos empresários que operam o sistema. 

Desde abril deste ano, o município realiza repasses mensais de R$ 850 mil para o sistema de transporte após um acordo firmado na Justiça. Porém, de acordo com os cálculos do Setut, o déficit da operação mensalmente fica próximo de R$ 5 milhões, acrescido de uma dívida acumulada durante os anos de R$ 109 milhões, que não está sendo paga. 

Foto: Arquivo / O Dia

Esses valores são apresentados pelas empresas como empecilho para que os ônibus continuem rodando. O coordenador técnico do Setut, Vinícius Rufino, explicou que o valor arrecadado nas catracas diariamente está sendo utilizado para a comprar o combustível para manter os ônibus nas ruas.


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“Podemos chegar a um momento que não vamos ter condição de cobrir sequer aquele custo básico de hoje, que seria pessoal e rodagem. Chegamos hoje ao ponto de que o que se arrecada nas catracas dos ônibus não é suficiente para pagar o óleo diesel o dia. As empresas estão numa situação que compram o óleo hoje para rodar amanhã. O óleo é pago diariamente e depende da arrecadação”, disse o coordenador. 

Foto: Arquivo / O Dia

Distanciamento do prefeito dificulta diálogo

As declarações recentes do prefeito Dr. Pessoa de que está acompanhando de longe o problema do transporte da capital tem se confirmado na prática e agrava o relacionamento do Setut com a gestão. Vinícius Rufino demostra preocupação com o distanciamento do gestor na tomada de decisões para evitar o colapso da operação do sistema. 

“É preocupante demais, porque é o representante maior do município e ele deveria estar, ao contrário da própria declaração, a par de tudo que está acontecendo. Com uma declaração dessa a gente fica preocupado em relação a saber de fato como vamos resolver, porque precisa passar pela instância do prefeito. Se o prefeito diz que está acompanhando de longe, ele deveria estar mais presente”, afirmou. 

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