Justiça adia julgamento de acusado de mandar matar ex-prefeito de Altos em 1996

Antônio Orlando da Silva seria submetido ao Tribunal do Júri pela segunda nesta quarta-feira.

24/08/2022 11:51h - Atualizado em 24/08/2022 12:08h

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O juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto, da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, acolheu o pedido de adiamento da sessão plenária de julgamento do réu Antônio Orlando da Silva, acusado de mandar matar o ex-prefeito de Altos, César Augusto Leal Pinheiro. O julgamento estava previsto para acontecer nesta quarta-feira (24), mas foi adiado para o dia 29 de setembro deste ano após a defesa alegar que o acusado não poderia comparecer à sessão por "impossibilidade física e emocional", devido a morte do seu pai.


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Esta é a segunda vez que Antônio Orlando da Silva será julgado pelo Tribunal do Júri. Em março de 2016, o acusado foi absolvido após um julgamento de mais de 12 horas, apesar do júri ter reconhecido a materialidade e a autoria da acusação. Ou seja, o júri reconheceu que o réu era realmente o autor do crime, mas o absolveu da acusação. Segundo a tese do Ministério Público, Antônio Orlando teria mandado matar o prefeito César Leal em 1996, época em que era vice-prefeito da cidade, e assumiu o cargo após o assassinato. 

O ex-prefeito de Altos, César Augusto Leal Pinheiro. (Foto: Arquivo)

Pelo assassinato, Antônio Orlando teria pago o valor de R$ 50 mil a Abimar Paixão de Sousa e Afrânio Paixão de Sousa, que por sua vez, acionaram Francisco Alves Barbosa, o "Chico Pacajás", que contratou Raimundo Nonato, o "Gordinho", responsável pelos disparos. No dia 11 de abril, Cesar Leal foi assassinado com cinco tiros na cabeça, dentro de sua casa em Altos, diante da família.

Julgamentos adiados

Este é o terceiro caso de grande repercussão no estado a ser adiado neste mês. Das quatro sessões marcadas para agosto, já foram adiados os julgamentos de Erlandio Miranda Coelho, acusado de matar a tiros o estudante de engenharia, Ruan Pedreira, de 21 anos, que estava previsto para o dia 17 de agosto; e do ex-policial militar Francisco Ribeiro dos Santos Filho, acusado de matar a tiros o cabo Samuel de Sousa Borges, previsto para acontecer ontem (23); e agora o julgamento de Antônio Orlando da Silva. Todos os adiamentos foram baseados em pedidos das defesas dos acusados.

O quarto caso de repercussão a ser julgado pelo Tribunal do Júri deve acontecer no próximo dia 30 de agosto, quando o Pablo Henrique Campos Santos deverá ser julgado pela morte da enfermeira Vanessa Carvalho e pela tentativa de homicídio da ex-namorada, a jovem Anucha Kelly. Em setembro do ano passado, a família da vítima chegou a fazer uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Piauí pedindo celeridade no processo.

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